POR QUE DEVEMOS COMEMORAR O DIA DAS MÃES TODOS OS DIAS

Há quase uma semana que comemoramos o dia das mães. No post de hoje, aproveitamos para lembrar sobre a importância de reverenciar todos os dias a quem nos deu a vida.

Em muitas tradições, a Deusa é vinculada à mãe divina, a uma imagem exterior de uma Deusa que deu vida à Terra e dá vida a todos os seres como a Grande Mãe. Em muitas dessas tradições se define de forma clara que as mulheres são a manifestação da Deusa aqui na Terra.

Uma gestação saudável e consciente é de extrema importância para a saúde e equilíbrio da vida da mulher e da criança que ela está gerando. No momento da gravidez, a mulher está prestes a se tornar mãe, então ela entra em contato profundo com o arquétipo e a imagem da mãe que ela tem ou que ela "experienciou" em sua vida – de forma consciente ou inconsciente, seja essa mãe física ou "divina".

Na tradição do Yoga, o swadhitana chakra, o centro energético umbilical está relacionado com a mãe e vai definir a saúde dos seus órgãos reprodutivos e das suas emoções. Irá também influenciar diretamente no equilíbrio ou não dos seus relacionamentos, da sua sexualidade e do seu feminino. Ou seja, a saúde de todos esse fatores estão conectadas.

No momento que a mulher tem uma relação difícil ou não saudável com a mãe, ela tem problemas com a parte mãe dela mesma, nela mesma. Existe, então, uma grande propensão a ter problemas em nas áreas femininas da sua vida.

Quando a mulher se dedica a resgatar o contato com suas ancestrais, de modo a resolver seus problemas com  sua mãe e avós, ela cura muitas partes do seu feminino, cura seus medos e as feridas gravadas em sua própria gestação e parto. Assim, a experiência com o seu filho se torna a mais saudável e feliz possível.

Já tive contato com mais de 3 mil mulheres e independentemente de sua relação com suas mães e avós, 90% possuem questões mal resolvidas com elas. A atitude de reverenciar, perdoar e reconhecer a beleza, a existência e o divino que se manifestou em suas ancestrais é uma forma de curar-se em muitos níveis, começando por reconhecer as diversas virtudes e qualidades que essas mulheres possuíram e também as suas próprias.

Então inicia-se um circulo virtuoso de amor próprio e autoconfiança, pois ela aceita as mulheres que deram a vida a ela e que na verdade estão dentro dela mesma como memórias que moldam todos seus comportamentos. Ela passa a aceitar a si mesma com suas qualidades e defeitos.

Ter uma relação de amor consigo mesma é a única forma de estabelecer uma relação saudável e de amor com seus filhos. E essa fase da gestação é uma oportunidade única de estabelecer o amor, a confiança e a saúde para si mesma e, por consequência, para a criança.

De acordo com os conhecimentos do Kundalini Yoga, um dos principais fatores que molda quem somos é o que aconteceu no ventre durante a gestação e em nossos três primeiros anos de vida. Se a mulher entende a importância e responsabilidade de estar bem consigo mesma, ela se conscientiza sobre a importância do equilíbrio emocional, mental e espiritual. Em nossa Formação Vivencial, traremos ensinamentos e práticas que auxiliam nesse processo.

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